O custo de energia é uma das maiores linhas de despesa de um ponto de recarga. E ele muda conforme a tensão de fornecimento: baixa tensão (BT) ou média tensão (MT). Este post explica a estrutura — e mostra a faixa que vemos na nossa própria operação.
A diferença estrutural
Em BT, você paga essencialmente por consumo (TE + TUSD por kWh), mais tributos (ICMS, PIS/COFINS), CIP e a bandeira tarifária vigente. É mais simples e típico de cargas menores.
Em MT, entra a demanda contratada: você paga por um patamar de potência (kW) independentemente de usá-lo, separado por ponta e fora-ponta. Bem dimensionada, a MT reduz o custo do kWh em volume; mal dimensionada, a ultrapassagem de demanda penaliza.
O que vemos na rede (dado interno, agregado)
Em 28 análises de fatura reais (14 BT, 14 MT):
- BT: custo médio de energia ~R$ 0,89/kWh (faixa R$ 0,77–1,13), consumo médio ~13.000 kWh/mês.
- MT: custo médio ~R$ 0,76/kWh (faixa R$ 0,48–1,35), consumo médio ~28.000 kWh/mês.
Ou seja: na média, MT sai mais barata por kWh e atende pontos de maior consumo — mas o teto da faixa em MT é mais alto que o de BT, o que reflete justamente os meses em que a demanda contratada não foi bem aproveitada.
Nota: os valores acima são custo de energia (insumo) agregado da rede, não preço ao cliente nem margem.